quinta-feira, 5 de junho de 2008

Partiste sem me avisar

Ouvi te chamar por mim, tocares me na pele, senti o teu cheiro, a áurea do teu ser… olhei em volta… não te vi… por momentos a minha alma gelou, mas lembrei me que não podes estar aqui, nem em lado algum. Lembrei me que apenas existes na minha cabeça, no meu coração, nas minhas memorias. Por momentos julguei ter voltado ao tempo em que ainda te podia ver e sentir junto de mim, ao tempo em que me dizias palavras meigas e que me tocavam a alma a uma profundidade impressionante, do tempo em que não pensava na possibilidade de que um dia ia deixar de poder te ver, te ouvir, te sentir aqui comigo…Tempo em que sabia que pelo menos contigo era feliz, que tu sabias me animar mesmo quando eu pensava que o mundo estava a desabar sobre mim… vivemos tanto juntos, e nunca me lembraste de que um dia podias ir não voltar, batalhamos tanto e não foste capaz de me dizer que ias partir… Podias ter me dado um sinal, mandado uma mensagem para o coração se preparar para o que iria passar… No entanto simplesmente partiste, sem um porque, sem uma explicação… Abandonaste me no mundo, deixaste me sozinha e desamparada na ausência do teu ser… Eu via o teu corpo e tu não estavas ali, chamei por ti, gritei o teu nome na ânsia de ainda poderes voltar a mim, mas nada mais havia a fazer, tu já tinhas partido e eu nunca tinha pensado que um dia podias partir. Chorei, gritei, morri… o parte do me ser morreu contigo no momento em que ali te vi e que eu não podia fazer nada para te trazer de volta a vida… quis acreditar que estava a viver um pesadelo, mas depressa me apercebi de que o melhor era encarar a realidade como ela era, a realidade era que eu não estava ali, o meu corpo estava dormente, a minha alma a vaguear por ai contigo, nas minhas memorias, no nosso tempo, no nosso espaço e na vida que agora te tinha sido retirada… nem tive tempo de te dizer o quanto gostava de ti… Tu simplesmente partiste sem me avisar!